17 de junho de 2008

Os melhores figurinos da Broadway


Os melhores figurinos da Broadway de 2008, foram anunciados em Nova York, nesse dia 15 de junho. Ligações Perigosas, com figurino de Katrina Lindsay, levou Melhor Figurino de Peça. Laura Linney, no foto, é a protagonista, ela faz a Marquesa de Merteuil. O prêmio de Melhor Figurino Musical foi para South Pacific, com figurino de Catherine Zuber. Quem vai viajar para Nova York e não deixa e ir à Broadway, aí estão duas sugestões glamurosas.

Casa de Criadores SS 2008

.TudiCofusi. Montação pesada na intervenção [/performance] do coletivo, com um desfile que cheirava a ‘80s. As [já badaladíssimas] unhas eram supercolor: mas, entenda, coloridas mesmo, pois CADA UNHA das modelos era de uma cor diferente. O make também fazia a linha rainbow. Além de muitos carões e bocões dos performistas, teve tecidos colantes e hot pants.



.Gustavo Silvestre. Ele criou estampas com um ar meio étnico – sabe arte maia, inca e asteca? Os desenhos me lembraram isso. A coleção é limpa, sem loucurinhas, mas muito charmosa, com o cáqui se contrapondo ao colorido das estampas. Uma coisa interessante também foi a calça amarrada no tornozelo. No make, até os homens tinham os olhos marcados, fazendo o faraó.





.ADD (Attention Deaf Disorder). Faissal Makhoul, estilista da marca, trouxe meninos com faixas na cabeça, bem na vibe Menudos (canta, dança, sem parar!!!). Nos pés, sempre o tênis slip (ou iate) - outro clássico dos ‘80s - nas mais diferentes cores e estampas. Bolsa, colares e lenços no pescoço completavam o guarda-roupa desse novo homem que não vê problema algum em pegar uma ou outra peça do closet da namorada - ou do namorado!

.Diva. Andréa Ribeiro reeditou as rosas enormes que tinha no seu Inverno 2008. Aliás, o fashion show da Diva foi todo mega: laços enormes na cabeça; folhonas nos tornozelos; chapelões; lenços nos cabelos – tudo construindo uma coleção meio flower power. Sem falar nos megaóculos (amo!), retrôs até dizer chega.




.Marcelu Ferraz. Os meninos vieram numa profusão de estampas com referências à natureza. Impossível não olhar pro sapato de bico fino com a meia passando do tornozelo, que contrastava demais com o macacão, as batas, bolsas, faixas e viseiras. O mood do homem Marcelu Ferraz me lembrou o da ADD: acho que ele também pega coisas no guarda-roupa da sua garota, apesar do fofo do MF ficar mais na academia.




.Walério Araújo. Duas coisas a se esperar dos desfiles do Walério: um ar de magia carnavalesca e um final apoteótico – sempre protagonizado por ele. E agora parece que vai se juntar à tradição do seu catwalk uma modelo-celeb ou celeb-modelo. Na Casa passada, de Inverno 2008, teve Viviane Orth, a top que é queridinha de John Galliano (=Dior). Dessa vez, o show ficou por conta de Claudia Leitte. O estilista adora um bom ornamento na cabeça das belas e trouxe muitos deles, pra acompanhar os longões que, num passo de transformers, viravam curtinhos.

Fashion Rio 2008


.Tessuti. O desfile começou com looks em tom quase pele, depois veio o cinza, e finalmente o preto. Detalhe: com plumas! Organza e tricô, com toque de pedras semi-preciosas, marcaram a apresentação bem distribuída e organizada. A calça permaneceu seca, e o drapeado se fez presente.
.Homem de Barro. O casal Marcio Duque e Aline Rabello comandam a marca extremamente ligada ao artesanal. O resultado é delicadamente belo e complexo.
.Caroline Rossato. Ela, que é mais uma das novas estilistas do Fashion Rio, tem como destaque os acessórios e peças em couro, muito mais leves e elegantes do que o que normalmente é apresentado com o material. No mínimo, interessante.
.Juliana Jabour. Na coleção “oitentista” de Juliana Jabour, o tema foi “Sinestesia”. A marca ousou sair de sua competência essencial, a malha, e caiu nos tecidos planos. O resultado foi uma alfaiataria que não abriu mão do evasê e balonê, marcas registradas da estilista. Os vestidinhos, como sempre deliciosos, drapês suaves em tons de cinza e amarelo e a geometria em cubos: essas foram as chaves de um desfile sem muita novidade, mas com um charme inconfundível.
.Maria Bonita Extra. Ana Luiza Magalhães trouxe à passarela uma modelagem solta, com o universo masculino versando com o feminino. A linha de estilo da marca não se alterou muito. Foram vistos coletes sobrepostos a vestidinhos, suspensórios e um vestido rosa com uma discreta gravata - tudo muito feminino e sensual.
.Eliza Conde. A marca levou à passarela um retrô-moderno envolto na década de 20 e também com um ar de contracultura hippie. A extinta boca de sino deu o ar da graça, bem como o patchwork e as sobreposições. Uma deliciosa viagem no tempo entre flores.
.Coca-Cola Clothing. A estreante que causou furor no terceiro dia foi a marca da AMC Têxtil, Coca-Cola Clothing. Não pelos modelitos, mas sim por ser uma marca de refrigerantes alçando vôo pelo mundo fashion. A coleção seguiu uma linha bemmmm normalzinha. A idéia era acompanhar os estudantes do colégio à formatura. A malharia apareceu em peso, e não teve nenhum look drama.
.Cavendish. Retomando o tema contracultura, que já foi falado por aqui com o desfile de Eliza Conde, a marca também se jogou por aquelas bandas. Na realidade, eles preferiram adotar o tema “antimoda”, seja lá o que realmente for isso. Apareceram franzidinhos na cintura, flores bordadas, amplitude nos modelos, camadas em vestidos. O curto também estava por lá.

Água para elefantes


Parece que foi ontem que comecei a ler esse livro. Um romance muito bom, que conta a história de Jacob, um estudante de veterinária que não chegou a se formar. Com a morte de seus pais, ele desiste da faculdade nas últimas provas ainda atordoado com o acontecimento. Se junta a um circo, Irmãos Benzini, e lá constrói parte de sua vida cuidando dos animais e montando e desmontando a tenda. Conhece Marlena, a adestradora de cavalos e artista do circo por quem se apaixona, mas que era casada com August, carismático porém malvado treinador de animais. Com o passar do tempo Jacob cria laços de amizade com o anão do circo com quem dividia o vagão - Walter - e com todos os que viviam no circo. Rosie entra em cena, uma elefanta que seria a salvação do circo. Porém ela é "arteira" e desobediente. Até que se descobre que ela entende apenas comandos em polonês, o que se torna bom pra Jacob, uma vez que ele próprio o é. Vários acontecimentos são desencadeados ao longo do livro, entre eles a união de Jacob, Rosie e Marlena, até que então acontece o famoso "estouro na tenda principal", que ficou na história. Os animais se rebelam, e August morre esmagado por Rosie. Na verdade o livro é uma mistura de muitas histórias circenses. A elefanta que entendia polonês, na verdade era alemão e seu nome era Old Mom. Já a elefanta que matou seu treinador era Topsy, uma vez que conta os registros que era muito maltratada espancada por ele. Até o dia que ela o matou, com a estaca de ferro que firmavam a elefanta. Dentre tantas outras ocorrências que acontecem na história, é válido lembrar a questão da gengibirra da Jamaica,que era muito consumida naquela época. E que causou paralisia em cerca de 100 mil americanos entre 1930 e 1931. Assim como a parte do dono do circo que é assassinado e enrolado na lona da tenda do circo. O livro acontece de maneira como se fosse as recordações de Jacob, que já encontrava velho e em um asilo. Marlena que viria a ser sua esposa pouco depois da rebelião dos animais, já havia morrido e Jacob se sentia menosprezado ao ser deixado no asilo, pois ainda era muito lúcido. Porém, para sua felicidade um circo chega à cidade e ele acaba indo com o circo novamente. Contando assim, parece até que nem precisa mais ler o livro, mas é aí que se engana. O livro é cheio de histórias, e é tão interessante e rico em detalhes, como o descrever das roupas usadas (que foi um dos motivos de eu postar ele aqui) e o laço de amizade entre Rosie e Jacob, que se torna fascinante e é impossível parar de ler. Aprovado e eu suuuuuuuper recomendo!

Go Speed Racer, Go!



Pra quem gosta, estreiou no cinema em maio Speed Racer. O interessante é que aparentemente o filme manterá o estilo e as cores do seriado animado, e não uma reinterpretação totalmente modificada. Os irmãos Wachowski e o produtor Joel Silver, criadores da inovadora trilogia “Matrix”, são os diretores da aventura para a toda a família Speed Racer, um filme de alta octanagem.Arremessando-se pista afora, costurando de um lado para o outro durante toda a competição, Speed Racer (Emile Hirsch) é extremamente talentoso ao volante. Nascido para competir em corridas de automóveis, Speed é agressivo, instintivo e, acima de tudo, destemido. Ele só compete realmente com a memória do irmão que ele idolatrava – o lendário Rex Racer, cuja morte em uma corrida deixou para trás um legado que instiga Speed a igualar.Speed é leal aos negócios da família no ramo das corridas, administrados pelo pai, Pops Racer (John Goodman), o engenheiro do trovejante Mach 5 de Speed. Quando Speed dispensa uma lucrativa e tentadora oferta da Royalton Industries, ele não só deixa o maníaco dono da empresa (Roger Allam) furioso, como descobre um segredo terrível – algumas das corridas mais importantes são pré-determinadas por certos magnatas impiedosos, que manipulam os principais corredores para inflar os lucros.A única maneira de Speed conseguir salvar os negócios da família e o esporte que ele ama é vencendo Royalton em seu próprio jogo. Com o apoio da família e da fiel namorada, Trixie (Christina Ricci), Speed se junta ao antigo rival, o misterioso Corredor X (Matthew Fox), para vencer a corrida que tirou a vida de seu irmão: o mortal rally que cruza o país, conhecido como A Provação.Ainda assim, o teste final para a verdadeira obstinação que Speed Racer tem em correr se dará no mais importante evento de todos, o Grande Prêmio da Liga Mundial de Corrida. Mas, entre Speed e a bandeira de chegada, estão os melhores – e mais cruéis – competidores do mundo, abastecidos por uma promessa de recompensa milionária da Royalton para o corredor que conseguir tirar, de uma vez por todas, Speed do páreo.Speed Racer é a primeira colaboração dos irmãos Wachowski no roteiro e na direção de um longa-metragem desde os filmes Matrix. Baseado na clássica série criada pelo pioneiro na animação Tatsuo Yoshida, a aventura de ação Speed Racer mostra o tipo de narrativa revolucionária nos efeitos especiais e nas inovações que já se tornaram marca registrada dos filmes dos irmãos Wachowski.






Para criar um filme recheado de ação e velocidade, Larry e Andy fizeram uso de sua imaginação mais louca para conceber um estilo de corrida de carros diferente de tudo que se conhece. Os carros de corrida de Speed Racer funcionam em uma perfeita sinergia entre forma e função, capazes de acrobacias a 180 quilômetros por hora que desafiam a gravidade. Verdadeiras peças de arte altamente “customizadas”, cada carro de corrida é mais fantástico do que o outro e foi concebido para refletir a personalidade do corredor.Grant Hill diz: “Larry e Andy Wachowski estão sempre em busca de maneiras de ir além nas coisas. Pesquisamos alguns esportes radicais, como skate e snowboarding, que têm movimentos contínuos, e imaginamos como as pistas de corrida deveriam ser e até que velocidade os carros precisariam ir para que os corredores pudessem fazer manobras aéreas similares”.Logicamente, nenhuma corrida da LMC seria completa sem as táticas escusas, dignas de batalhas entre gladiadores, que provocam questionamentos sobre a ética, como lanças com ganchos, pneus com hastes e lâminas de serra. O produtor Joel Silver comenta: “Esta idéia de um esporte extremo, com ação de contato completo, melhor descrito como uma mistura acrobática entre as artes marciais e a Fórmula 1, foi batizada por Larry e Andy como ‘Carro-Fu’, ou seja, as artes marciais automotivas”.Após mais de 40 anos e inúmeras versões televisivas, a história de Speed Racer e suas aventuras no Mach 5 foi readaptada para a tela grande pelos irmãos Wachowski, que empregaram não apenas efeitos especiais espetaculares e ação de alta voltagem, como também técnicas de fotografia de ponta, geradas por computadores de alta tecnologia. Enfim, é um filme muito bom, e recomendo a todos que assistam, afinal quem nunca assistiu Speed Racer quando era criança?

28 de maio de 2008

25th Of March Street

Você precisa de uma bolsa nova e está sem muito dinheiro? 25 de Março! Você está procurando tecidos para qualquer fim, seja ele confecção própria ou trabalhos de faculdade? 25 de Março! Está querendo artigos que andam em altas nas novelas? 25 de Março? Quer aquela caneta que dá choque? Ou talvez artigos para festas, carnaval, bijuterias, papelaria, eletroeletronicos, ouro, prata? 25 de Março! O fato é que a 25 de Março se tornou um ponto de referência, com cara própria e suas próprias leis. É possível encontrar de tudo, seja nos camelôs, nas galerias ou nas lojas de rua. Armarinhos Fernandes é bom para quem procurar artigos de papelaria (por sinal comprei muito material barato lá), costura em geral, brinquedos, artigos de perfumaria popular, e artigos para festas de crianças. Tem um enorme número de filiais ao longo da rua. Já saindo do metrô São Bento, um pouco depois em uma galeria, é possível encontrar GJ Tecidos. Tem um mundo de tecidos, rendas, não-tecidos, barbatanas (Vivienne Westwood compra as suas lá, como a própria mesmo já falou) e dentro dessas opções infindades de cores e texturas. Seu preço não é dos melhores, mas também não é dos piores. A rua 25 de Março possui uma infinidade de produtos a oferecer, como por exemplo a Katmandu. Essa loja encontra-se localizada no final da 25 de Março, sentido Parque Dom Pedro. Além de encontrar produtos indianos para decoração, há uma linha de confecção 100% indiana (os produtos são todos importados diretamente da Índia), sapatos, móveis, incensos. Seu preço não é lá muito barato mas o produto é de qualidade garantida. Na esquina da Ladeira Porto Geral com a 25 de Março está localizada uma das principais lojas de tecidos populares da região. Niazi Chohfi. É raro você entrar na loja e ser atendido em menos de 10 minutos, não por imcompetência, mas sim por hiper-lotação. Você encontra desde o mais vagabundo dos algodões crus, até lingerie e artigos para confecção de cortinas. É uma loja de preços populares, que é possível encontra de tudo um pouco, e muito conhecida por todos, desde as donas de casa até Marie Rucki - diretora do Stúdio Berçot - pois quando esteve no Brasil, ministrando curso em São Paulo, levou seus alunos para lá. A Galeria Pagé pode ser encontrada na Barão de Duprat ou na Affonso Kherlakian. É um mundo de eletroeletronicos, roupas, acessórios, artigos de informática, etc. Preços são super acessíveis a todos os níveis da população. Lá vendem desde uma cópia de uma calça "Dolce Alabama" até uma cópia muito bem feita da mesma. Mp4, máquinas digitais, roupas, tênis, bolsas, óculos são os artigos mais procurados pelos consumidores. Esse é um panorama principal da rua. Além das lojas e galerias, há também os camelôs. Este é um capítulo a parte. Para conhecê-los, somente indo lá você mesmo. Mas leve apenas o necessário, de prefêrencia em bolsa pequena, transpassada, pois há furtos frequentes na rua. Tirando esse contratempo e o fato da rua estar sempre lotada, e todas as suas vertentes, eu recomendo a visita. Boa sorte e boas compras!

Cyndi Lauper





Cyntia Ann Stephanie Lauper nasceu no dia 22 de junho de 1953, em Nova York. Cyndi começou a tocar violão aos 12 anos, quando também escreveu a primeira música, chamada “Greensleeves”. As experiências profissionais na área musical chegaram em 1977, com a participação em bandas cover, cantando Led Zeppelin, Bad Company e Jefferson Airplane, entre muitos outros. Naquele ano, Cyndi teve problemas com suas cordas vocais pelo excesso de uso da voz, o que a deixou afastada dos palcos por um tempo.Após uma terapia para a voz, a cantora criou uma banda, a Blue Angel, ao lado de John Turi, um multi-instrumentista. Em 1980, lançou o primeiro disco, homônimo, que serviu para colocá-la de vez no mercado fonográfico. Três anos se passaram e Cyndi pôde comemorar o contrato para sua carreira solo com a Portrait Records. O álbum de estréia, “She’s So Unusual”, vendeu cerca de 4,5 milhões de cópias nos Estados Unidos.Quatro canções entraram para o Top 5: “Girls Just Want To Have Fun”, “Time After Time”, “All Through The Night” e “She Bop”. Ainda em 1983, Cyndi recebeu diversos prêmios, entre eles o de melhor revelação do Grammy, um resultado incrível para o primeiro disco. O ano seguinte foi bem puxado, ela trabalhou sem parar e esteve em 150 cidades, chegando à marca de 300 shows. Uma curiosidade sobre o material é que as camisetas vendidas com o nome de Cyndi foram desenhadas por ela mesma.Em 1985, Cyndi Lauper voltou às paradas musicais com “The Goonies ‘R’ Good Enough”, canção tema do filme “The Goonies”. Ela ainda esteve no USA for África, em que vários artistas gravaram um disco com a música “We Are The World” para ajudar no problema da fome no continente. No ano seguinte, saiu o segundo disco solo, “True Colors”, pela gravadora Sony, com co-produção da cantora. A música título recebeu, ainda, uma indicação ao Grammy. Entre as participações do disco, estavam: Billy Joel, Nile Rodgers, Rick Derringer e Aimme Mann. Após um bom tempo divulgando o novo trabalho, Cyndi participou de um projeto político na União Soviética com outros grupos para gravar “Music Speaks Lauder Than Words”, com a canção “Cold Sky”.A popularidade de Cyndi era incrível e logo veio a estréia no cinema, no filme “Vibes”, com Jeff Goldblum, que foi malhado pela crítica em 1988. Mas no ano seguinte, ela estava de volta com o novo álbum, “A Night To Remember”. O sucesso dela não havia mudado: canções nas paradas musicais, turnês esgotadas e prêmios para músicas e clipes. Alguns meses depois, ela voltou ao set de filmagens em “Fora de Controle”. Mas desta vez foi especial, pois foi lá que conheceu David Thornton, com quem se casou em 1991.No mesmo ano do casamento, Cyndi lançou “Hat Full Of Stars”, que tornou-se o disco mais elogiado de sua carreira. A revista Rolling Stones e os jornais The New York Times e The Los Angeles Times não pouparam elogios.Em 1994, mais um novo projeto para Cyndi: a estréia em Sitcom. Ela foi a convidada da série “Mad About You”, uma das comédias de maior sucesso nos Estados Unidos e chegou a ser indicada a um prêmio pela participação no Emmy. Apenas um ano depois, ela repetiu a dose participando novamente da série e, desta vez, levou o prêmio Emmy.Em 1996, Cyndi lançou o disco “Sisters of Avalon”, no Japão, que só chegou ao resto do mundo no ano seguinte. Ela co-escreveu todas as 13 canções, 11 delas com o seu tecladista, Jan Pulsford. Em abril de 1997, um pouco antes de entrar em turnê nos Estados Unidos como convidada de Tina Turner, Cyndi anunciou que estava grávida. Em novembro, nasceu o filho, Declyn Wallace.Em 1998, Cyndi foi convidada a estrelar sua própria série, mas ela nunca foi lançada. No final do ano, lançou um álbum de músicas natalinas e terminou seu contrato com a Sony. O ano seguinte também foi fraco, ela esteve em dois episódios de “Mad About You” e participou da turnê de Cher. A procura por uma nova gravadora continuava e nos dois anos seguintes, ela apenas lançou um filme independente chamado “Os Oportunistas”. O novo álbum só foi gravado em 2001, “Shine”, pelo selo Edel, mas nunca chegou às lojas, por desistência do próprio selo e os fãs tiveram acesso ao trabalho apenas pela Internet.Em 2003 saiu “At Last”, pela Epic (Sony), que conta com várias regravações dos sucessos de Cyndi, entre outras versões. Foi o empurrão necessário para colocá-la novamente em evidência, ela esteve em vários programas de TV e iniciou uma turnê mundial em 2004. Uma surpresa para os fãs japoneses é que, em abril do mesmo ano, “Shine” foi lançado depois de três anos de espera. Ainda em 2004 chegou às lojas o DVD “Live...At Last”, trazendo uma apresentação ao vivo de Cindy Lauper no Town Hall, em Nova York, no dia 11 de março de 2004. Em 2005 a cantora anunciou o lançamento do disco ”The Body Acoustic”, reunindo grandes sucessos de sua carreira em versão desplugada, além de duas faixas inéditas. O disco contou ainda com as participações de nomes como Sarah McLachlan, Jeff Beck, Shaggy e Kelly Osbourne.










Cyndi Lauper e a moda




A década é de 80. O nome é Cyndi Lauper. Quem não se lembra das calças baggy ou semi-baggy? Ou do batom 24hrs? Ombreiras, cores ácidas, o culto ao corpo, leggings, polainas, Walkman da Sony amarelo, Rock in Rio, Lolo (que se tornou Milkybar), Top Gun, Genius, tule no cabelo, faixas na testa, Miami Vice, Michael Jackson, The Cure, Billy Idol, Madonna, Menudos, e Cyndi Lauper? Discrição nunca foi um ponto muito forte dela, mesmo porque a década lhe proporcionava esse poder. Seu cabelo era muito colorido, seus hits estavam em todas as paradas.Os anos 80 serão eternamente lembrados como uma década onde o exagero e a ostentação foram marcas registradas. Os seriados de televisão, como Dallas, mostravam mulheres glamourosas, cobertas com jóias e por todo o luxo que o dinheiro podia pagar. Os yuppies, executivos jovens sedentos por poder e status, também eram outro movimento.A moda apressou-se por responder a esses desejos, criando um estilo nada simplório. Num afã em ostentar, todas as roupas de marcas conhecidas tinham seus logos estampados no maior tamanho possível, com preços proporcionais. O jeans alcança seu ápice, ganhando status. E os shoppings tornaran-se paraíso dos consumistas.Mas, não bastava ser bem-sucedido e bem-vestido. Nessa década, ter um corpo bonito e saudável era essencial para o sucesso. Assim, numa continuidade pelo amor aos esportes inaugurado na década anterior, explodiram academias por todos os cantos, onde os freqüentadores iam com suas polainas e collants para as aulas de aeróbica, movidas por músicas dançantes e ritmadas, com temática comum: ginástica, poder, sucesso.Influenciando as roupas, o espírito esportivo levou o moletom e a calça fuseaux para fora das academias e consagrou o tênis como calçado para toda hora. Este último também fez ressurgir a moda de calçados baixos, como os mocassins, tanto multicoloridos como clássico.O look "molhado", conseguido com gel e mousse para cabelos, fez a cabeça de homens e mulheres, ao lado das permanentes fartas e topetes tão altos quanto se conseguisse deixá-los.A cartela de cores era vibrante, prezando por tons fortes e fluorescentes, com jogos de tons e contrastes.A modelagem era ampla. As mulheres, que nesse momento ingressaram maciçamente no mercado de trabalho à procura por cargos de chefia, adotaram o visual masculino. Cintura alta e ombros marcados por ombreiras era a silhoueta de toda a década, ao lado de pregas e drapeados para a noite ou dia. A moda masculina seguiu o mesmo estilo, com ternos folgados e calças largas. Para os acessórios, tamanho era sinônimo de atualidade.A música se consagrou como formadora de opinião e estilo, levando ao estrelato cantoras como Madonna, que influenciou a sociedade com seu estilo livre e despudorado. O Punk, New Age e Break também merecem destaque.Em um universo tecnológico (o Atari surgiu nessa época), a moda também inspirou-se no Japão, emergente com suas novidades, e em tudo o que fosse eletrônico... neons, computadores, automáticos....Mas Cyndi Lauper manteve sempre seu senso de pudor, e influenciou garotas em todo o mundo com seu jeito irreverente, seu cabelo que mudava periodicamente (as vezes com apenas um lado da cabeça raspada), suas roupas esvoaçantes e exageradas com cores variadas. Mas não foi foi só nessa época que ela encanta. Até hoje é possível encontrar "Minis-Cyndi" (e é claro eu me encontro entre elas!). Seu show no Brasil está marcado para o fim desse ano. E é óbvio que eu vou. Será o show da minha vida, definitivamente. Daí já posso então até morrer feliz...Afinal, Girls Just Wanna Have Fun!